quinta-feira, 23 de julho de 2009

Poesia é tudo de bom

Adeus meu nobre sertão,Trarei na face tuas marcas eternas,Que escreves ao sol em almas sinceras,Que se dispersam no mundo por judiação.Deixo o sertão,Mas hei guardar saudade,Do meu pequeno sítio ou da cidade,Lugar que plantei o meu coração.Deste chão sem água,Do gado magro da sorte ingrata,Do mato seco e das velhas casas,De terras abandonadas por tantas magoas.Terra que se vê na televisão,Desse Nordeste que nos entristece,Torna-se notícia quando nada floresce,E homens exauridos por lutar em vão.Sertão árduo, seco, sofrido e inculto,Homens guerreiros não hão de aqui viver,No sonho de trabalhar e da terra sobreviver,No lugar que manda o político corrupto.Da politicagem surgiu a fome do sertão,Pois a sobrevivência nessa região,Só depende das chuvas,As autoridades imergem na corrupção,O sertanejo padece com suas rugas.

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